Vídeos
Nesta página você encontra conteúdos exclusivos sobre oncologia clínica preparados pela Dra. Ana Lídia Viaro.
Muito além do diagnóstico
Para mim, cada paciente é muito mais do que um diagnóstico.
É uma vida com histórias, valores, esperanças e sonhos.
Cuidar vai além de tratar sintomas. Envolve ouvir com atenção, compreender o que é importante para aquela pessoa e respeitar seus medos, rotina e desejos. Cada paciente traz uma bagagem única, e é isso que torna o cuidado verdadeiramente humano.
No vídeo, compartilho um pouco da minha visão sobre o que significa cuidar de forma individualizada, acolhedora e centrada em quem está diante de nós, não apenas na doença, mas na pessoa por inteiro.
O cuidado começa no acolhimento
Receber um diagnóstico, ou ainda desconfiar de uma doença grave, pode trazer medo, insegurança e muitas dúvidas.
É um momento que mexe com tudo: o corpo, a rotina, os planos e até a mente.
Meu papel é te ajudar a entender o que está acontecendo, explicar cada passo com clareza e oferecer um espaço de acolhimento e calma.
Durante a consulta, olho para você como um todo, não apenas para o diagnóstico, mas para a pessoa por trás dele.
No vídeo, falo sobre a importância de uma escuta verdadeira e de um cuidado que respeita o seu tempo, a sua história e o que faz sentido na sua vida.
O câncer não mexe só com o corpo
Muita gente chega até mim sem saber por onde começar.
Alguns acabam de receber um diagnóstico. Outros estão em tratamento.
E há também quem me procure por medo. Medo de adoecer ou o desejo de se cuidar antes que algo aconteça.
O câncer não afeta apenas o corpo. Ele mexe com tudo: a rotina, os planos, as emoções e até a forma como a pessoa se vê.
Por isso, acredito que o cuidado precisa ser integral, humano e consciente, considerando o corpo, a mente, o estilo de vida e o que realmente faz sentido para cada paciente.
No vídeo, falo sobre como o olhar oncológico pode ir além do tratamento, ajudando cada pessoa a compreender seu processo e a participar ativamente do próprio cuidado.
Você não precisa ser forte sempre
Você não precisa ser forte o tempo todo.
Durante o tratamento, é natural sentir medo, cansaço ou vontade de chorar. Isso não te torna fraca, te torna humana.
O corpo muda, a rotina muda, a vida muda, e não há problema em precisar de pausas, descanso ou acolhimento.
A força não está em esconder o que sente, mas em reconhecer as fragilidades e continuar, do seu jeito, no seu tempo.
No vídeo, falo sobre a importância de se permitir sentir, de acolher as emoções e entender que o cuidado também inclui cuidar de si.
A ausência de cura não é o fim
Ouvir que um câncer não tem cura é muito difícil.
Essas palavras trazem medo, tristeza e a sensação de que tudo parou.
Mas a ausência de cura não significa que acabou.
O tratamento continua, com foco em controle da doença, alívio dos sintomas e qualidade de vida.
O cuidado paliativo não é o fim, é uma nova etapa.
Um caminho para viver melhor, com menos dor, mais conforto e mais sentido em cada dia.
No vídeo, falo sobre a importância de manter o cuidado, o acolhimento e a presença, porque a vida continua, mesmo quando o caminho muda.
Fadiga Oncológica
Não é falta de força de vontade.
É um sintoma real e tem nome: fadiga oncológica.
Esse é um dos efeitos colaterais mais comuns durante o tratamento do câncer e pode causar uma sensação intensa de exaustão física e mental, diferente de qualquer outro cansaço.
Mesmo após o descanso, o corpo e a mente parecem não se recuperar completamente.
No vídeo, explico o que está por trás da fadiga oncológica e como pequenas mudanças na rotina, aliadas ao acompanhamento médico, podem ajudar a aliviar esse sintoma e trazer mais bem-estar ao longo do tratamento.
Enjoo na quimioterapia?
Enjoo e amargor na boca são sintomas muito comuns durante a quimioterapia, e é importante saber que você não está sozinha nesse processo.
Essas alterações acontecem porque o tratamento pode modificar o paladar e irritar o trato gastrointestinal. Mesmo assim, manter a alimentação é essencial para que o corpo tenha energia e responda melhor ao tratamento.
No vídeo, explico o que comer e o que evitar para atravessar essa fase com mais conforto, com opções leves, suaves e que ajudam a aliviar os sintomas sem comprometer a nutrição.
Retirada das mamas: a reconstrução vai além do corpo
Ninguém fala o quanto é difícil se olhar no espelho depois da retirada das mamas.
Porque não é só uma cirurgia, é uma mudança profunda, física, emocional e simbólica.
A mama representa muito para muitas mulheres: feminilidade, identidade, segurança.
E quando ela precisa ser retirada, surgem o medo, a vergonha e a dúvida sobre quem se é agora.
No vídeo, falo sobre como esse processo é também de reconstrução emocional, sobre o tempo que o corpo e a mente precisam para se reencontrar, e sobre a importância do autocuidado e do acompanhamento psicológico nesse momento.
A reconstrução não é só física, é sobre se reconhecer de novo, com carinho e coragem.
Acompanhamento após o tratamento Oncológico
Ter medo de seguir com o acompanhamento é algo muito comum.
Depois do tratamento, é natural querer deixar tudo pra trás, sem reviver o medo a cada exame ou consulta.
Mas o acompanhamento não é um lembrete da doença, e sim uma forma de cuidado e segurança.
Ele serve para observar como o corpo está reagindo, ajustar o que for necessário e manter o bem-estar físico e emocional.
No vídeo, falo sobre como o acompanhamento pode se tornar um espaço de confiança, consciência e leveza, uma forma de continuar cuidando da vida que você conquistou.
E agora, como voltar a rotina?
Ouvir que não há mais sinais de doença é uma das melhores notícias que existem, mas também marca o início de uma nova fase.
O tratamento termina, o corpo se recupera, mas a mente ainda vive em alerta.
Voltar à rotina não acontece de um dia para o outro.
E está tudo bem se você ainda se sentir cansado, inseguro ou perdido.
A recuperação é um processo, físico, emocional e mental.
No vídeo, falo sobre como retomar os cuidados, reorganizar a rotina e aprender a viver um dia de cada vez, valorizando o que mudou e o que continua igual.
Falar sobre a morte também é cuidar
Falar sobre a morte não atrai a morte, mas pode acalmar o coração.
Evitar o tema não faz com que ele desapareça; pelo contrário, o silêncio costuma aumentar o medo e a ansiedade.
Conversar sobre a finitude não é desistir da vida, é abrir espaço para vivê-la com mais presença, mais consciência e mais sentido.
Quando o diálogo acontece com clareza e acolhimento, surge paz, vínculo e a possibilidade de viver bem até o último dia.
No vídeo, falo sobre como falar sobre a morte é, na verdade, uma forma de humanizar o cuidado e de trazer leveza para quem enfrenta esse momento, seja o paciente ou quem está por perto.
Não é só cabelo, é coragem
Raspar o cabelo antes da queda não é apenas um gesto estético.
É um ato de coragem, de enfrentamento e de retomada do controle sobre o que está acontecendo.
Para muitas mulheres, esse é o momento em que o diagnóstico se torna real, e junto com ele vêm o medo, a tristeza e a sensação de perda.
Mas também nasce uma força profunda: a de escolher como seguir, mesmo quando não se pode escolher o que está acontecendo.
No vídeo, falo sobre o que esse momento representa para tantas pacientes e sobre como o cuidado oncológico também envolve acolher, escutar e caminhar junto em cada fase.

